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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Recados

Quero visitar-vos
Quero comentar
Quero aceitar o desafio da Nicas e publicar o selo que amavelmente ofereceu,

MAS

ainda estou amidaliticodoente e a trabalhar no stop (inclusivamente no fim de semana)

MAS

não estou esquecida e não sou mal agradecida

Beijinhos

Aviso desde já que estou com uma amigdalite monumental e que provavelmente a bactéria chegou lá. Ao teco. Sobre a espécie :gente fina

(foto da net- nada contra este look, vá ligeiramente muito beto, mas cool)
- Mãe é mãezinha

- Tu não existe

- A escola é o colégio

- A palavra preferida é: ouça

- Os putos são os piquenos

- Os pais dos amigos e toda a gente alive com mais de vá... 20 anos... são os tios

- Os meninos que não usam cuecas de marca são psidónios e pobrezinhos, e os piquenos não devem conviver com eles

- Nenhum piqueno é chamado pelo seu nome verdadeiro. Sempre por abreviaturas acabadas em inho/inha, ô, ita, u etc... mas sempre em chique e em bom

- Dois beijinhos é... sei lá... uma maçada

- As meninas piquenas usam cruzes de prata (ou dos chenêses) agarradas ao pescoço e os meninos piquenos possuem cortes de cabelo que implicam estar constantemente a dar ao pescoço, na tentativa de não ficarem irremediavelmente cegos.

- Normalmente falam de uma forma estranha e típica da espécie, que entre os seus semelhantes inclui gargalhadas extremamente insuportáveis para seres de outras espécies, a cada duas palavras e meia.

- Olham seres de outras espécies de cima até baixo, mantendo sempre o nariz no ar.

- Têm normalmente 100 nomes próprios, que incluirão obrigatoriamente Dinis, Maria e agora Sancho/a. Ah! Sem esquecer o Afonso

- Os casais tratam-se por você, é sinal de respeito. Numa discussão podem por exemplo dizer: "Você Tozé é um grande filho da p+t+.Acha normal andar enrolado com a empregada que vem à quinta? Ouça, que maçada! Já viu se alguém sabe disto, seu grande malvado!"

- Possuem um monte, ainda que de estrume, no alentejo


Opah e eu, por mais que me esforce e tente, não tenho paciência, topam?

domingo, 1 de agosto de 2010

Piqueno comentário

(foto da net)

Ser magra? Isso está out!!! Tão out filhinha!! Esquelética é que é, tipo saco de ossinhos, pauzinho de virar tripas, topas??

"O que farias para ser top-model?

Oh sodona Fatima, eu juro-lhe que saio daqui e nunca mais pego em comida, nunca mais!! E se pegar vomito logo, prometooooooooooooooooooooooo

Ah, assim é que é falar..."

É assim, eu sei que estou a exagerar, o bom senso falha-me, mas calma! Agora eu, enquanto ser humano que já teve 15 anos (numa época em que estes programas não existiam) tem medo, muito medo do que isto fará ás cabeças das miúdas que têm hoje 15 anos e menos e que achavam que até tinham um corpito mais ou menos, já para não falar nas mais gordinhas.

Isto é um assunto importante, e é nestas alturas que é preciso ter pais/educadores em casa... que é para as meninas não irem parar ao hospital, como muitas amigas minhas, numa altura em que (repetindo-me) estes programas não existiam. Estamos a falar de doenças extremamente preocupantes, das piores, pois têm que ver com a mente...
Atenção ás meninas e aos meninos aí de casa.
P.S. Oh Fátinha, as tuas intenções não fófis, mas se eu fosse anorética, não te dizia, topas?

terça-feira, 27 de julho de 2010

A propósito de certos dias

Há certos dias, que pela sua importância, parecem dois dias. Hoje é um desses dias, espero que quando for meia-noite conclua que o dia, afinal, contra todas as expectativas, até foi um bom dia.
Se tiverem aí umas boas energias a encher a casa mandem para mim, que eu acredito nessas coisas e hoje...bem, hoje davam-me um jeitaço.
Beijo *

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tu

Implicamos uma com a outra.
Zangamo-nos.
Andamos sempre ás turras.
Dou-te beijinhos.
Dás-me beijinhos, miminhos, abracinhos.
Chamo-te nomes feios baixinho ou para mim, quando és teimosa, tu também me chamas a mim.
Chamas-me nomes engraçados e queres sempre dar-me beijinhos no pescoço. Eu não deixo. Tenho cócegas.
Dou-te muitos abraços, todos os dias.
Chamo-te minha menina.
Bebemos café com biscoitos ou com o teu bolo de coco e canela todos os dias, mesmo com o calor, depois de almoço.
Quando vou contigo ao médico, ou quando te convecemos a sair de casa damos a mão, dou-te beijos e abraços no meio da rua, e as outras olham, acho que é inveja.
Preocupo-me contigo, durante a noite, vou muitas vezes à porta do teu quarto, para me certificar que está tudo bem.
Preocupas-te muito comigo, cuidaste de mim e ainda cuidas. Todos os dias.
Desabafamos uma com a outra, és sem dúvida a minha melhor amiga.

A minha vida sem ti não era vida, não era nada. Dedico-te tanta coisa, devo-te tanto, que jamais conseguirei expressar por palavras tudo o que és, tudo o que representas, tudo o que significas.
Dizem que hoje é o Dia Mundial dos Avós, mas nós felizmente não precisamos de um dia, pois não avó?

Adoro-te avó.

domingo, 25 de julho de 2010

A viajar


No modo sonho "planeio" as viagens que ainda vou fazer, se não acreditar que concretizarei estes sonhos não há assim tanta coisa a fazer sentido, porque sem sonhos para quê viver?

Hoje foi a Grécia: Santorini, Plaka e Spinalonga, por toda a "carga" que se deve sentir na pele.

sábado, 3 de julho de 2010

Marry me?

(foto da net)
Um dia queria casar-me. Queria. Já ninguém quer casar tipo nuvem de tule (vá.... não levem tudo à letra) com bouquet, na igreja, com maquilhagem borrada da noiva, da mãe da noiva (no meu caso de toda a família da noiva e amigas), da mãe do noivo, e com lágrimas envergonhadas (que o macho é uma espécie que não chora) do noivo. Já ninguém quer um casamento sem tema nenhum, com arranjos de mesa feitos com hortenses em tom malva e velas cintilantes. Quem quer um casamento ao som de " The way you look tonight", de "I've Got You Under My Skin" e "Save the last dance for me" e outras (todas) na voz do Michael Bubblé?
Estamos todos muito ocupados para o amor, diz que sim... que não temos tempo! Somos independentes, não queremos cá ninguém a chatear-nos a molécula, a meter-se nas nossas ricas vidinhas! Era o que faltava! Precisamos lá de alguém que nos chateie porque chegámos mais tarde, que nos queira levar à bola, que não entende o dinheiro que "investimos" em malas, que não percebe porque perdemos tempo a pintar as unhas dos pés ou que diga amo-te porque o sente. Porque haveríamos de precisar de alguém que esteja sinceramente disposto a dizer que sim, que vamos envelhecer juntos e ver o pôr do sol no alpendre, que vamos discutir porque o café está quente e porque o chá está frio? Não! Chegam-nos as relações casuais, com não sei muito bem quem, nem sei muito bem porquê.
A explicação? Os valores não são os mesmos, respeitar os sentimentos do outro é cada vez menos uma prioridade e, inevitavelmente, já fomos muitas vezes magoados. Já nos encantámos vezes de mais pelo princípe sem titulo nem cavalo branco, já subimos o último degrau até ao cimo do castelo quando depois uma rajada de complicações, mentiras e outras que tais nos atirou de lá abaixo. Talvez porque mesmo que não saibamos essa queda ainda dói, mesmo que não sintamos, mesmo que não nos lembremos dela com frequência, acabamos por nunca a esquecer. Assim, é mais fácil que não haja compromissos, que não haja ligação, que não haja sentir. É mais fácil que não haja.
Comigo esta história não funciona.
Eu sou muito antiga, se não sinto, se não é para sempre: não quero, não me chega (é por estas e outras que a minha vida sentimental é um assombro... de tédio), não me completa, não me aquece nem me arrefece. Até pode durar 6 meses, mas tenho que achar, tenho que sentir que é para sempre, tenho que me atirar de cabeça e esperar ser amparada, ser segura. Tenho que ser amada e receber em troca tudo o que dou. Se é fácil? Não!!! Claro que não! Não é fácil. Não é fácil porque é difícil encontrar alguém com "tempo" e coração puro, sem medo de dizer (e isto parece tão simples) a verdade. Não é fácil, porque a dor da queda está lá, não há analgésico que a adormeça de raíz, não é forte e excruciante como costumava ser, ás vezes nem me lembro dela, mas tenho-a presente, faz parte de mim. Quem "me levar" leva consigo a embalagem inteira, os medos, as inseguranças, os sonhos, os sorrisos, as lembranças felizes, os desejos por cumprir e leva a queda, ou tudo o que resta dela, daquela em especial. Só pode ser se for assim.

Quem ama e é amado possui o mais precioso e valioso de todos os tesouros. Quem ouve um amo-te sincero da pessoa que ama tem o mundo na palma da mão.
P.S. Ah! Não que seja realmente relevante, mas... Ia escrever este post só para dizer que não suporto fotos de noivos na estação de caminhos de ferro, lamento se ofendo susceptibilidades, mas aquela cena da noiva com a mala antiga e do noivo a ver as horas no relógio da estação ao pé do Alfa Pendular (mala antiga - alfa pendular; mala antiga - alfa pendular; mala antiga - alfa pendular... HUM????) dá-me náuseas.
Pronto, agora que disse isto amanhã vou conhecer o homem da minha vida e o senhor terá uma panca por comboios (que chato ;)) e pronto mais uma vez pago-as todas !!

terça-feira, 29 de junho de 2010

No que concerne à minha "adoração descompensada" pelos espanhóis

(foto da net)
Hoje joga Portugal gente! Sim, já sabem, já sei que sabem! Mas é contra a Espanha (também já sei que sabem) e como disse a Carrie, nuestros hermanos o caraças!! E gentinha mais escandalosa e orgulhosa e convencidos que são a cereja no topo do bolo e a última bolacha do pacote!

Tenho-lhes um pó que nem os vejo! Da minha experiência são: arrogantes, convencidos, nada prestativos e têm a mania que temos de falar espanhol fluente, isto é, quando se encontram em Portugal! Quando lá vamos tentamos sempre esforçar-nos (sempre humildemente ao estilo tuga pobrezinho que moramuitolonge) com o espanhol, para depois vir a frase: Ah o Espanhol é duro de ouvido! É duro de ouvido?????? Ponham uma compressa de água morna que pode ser que lhes amoleça o cerúmen concretizado que apresentam nos ouvidos! Aqui no país das quinas já inventaram a cotonete à arafates de tempo está bem? Quando me encontro (contrariada ;)) de férias a gozar as praias mediterrânicas daquela gente (porque não tenho tempo [€] de ir para as caraíbas) falo sempre sempre em inglês, é que nem estou para os aturar! Não falo espanhol, porque não falo, e não falo português, ainda que muito devagar, porque se me fazem aquela cara de "não te entiendo" posso ... bater-lhes...

E irrita-me que mesmo no nosso país (em lojas, restaurantes, ETC) recebam mais atenção do que os portugueses, irrita-me! Irritam-me mais do que a voz da Raquel Strada, e eu achava que isso nem era humanamente possível!

E o tuga que vai 1 mês para Espanha e que diz pero que e pues a cada 2 cagagésimos de segundos? Ai ca nervos!

E os espanhóis (gajos) com aquela voz de tabaco espanhol nauseabundo? E os espanhóis (gajos) tuning? E os espanhóis (gajos) torero com as calças puchadas até ás mamitas? T-E-R-R-O-R!

E as espanholas (gajas) com 2 litros de perfume e 2 kg de fond de teint laranja! M-E-D-O (e vómitos que sou sensível ao cheiro)!

Sim, existem espanhóis bonzinhos, fofinhos e ramelosos, mas eu não conheço nenhum...

Por isso meus fofinhos vocês ganhem-me àquela gente, para eles entenderam o lado positivo de não jogarem com o Bra-silsilsil (também podia falar sobre vocês, que também somos muitoamigos uns dos outros hum...hum)! Sim, é puramente irracional, não faz sentido nenhum, há coisas mais importantes e fundamentais para o equilíbrio sócio-económico-cultural do país, mas ganhem lá pleeeeeeeeeaaaaaaaasssssssseeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee....

Era isto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Week END

Sim que nem tudo me corre bem.
Sim que nem por isso estou feliz.
Sim que entre brigas e discussões, entre sapos engolidos, entre falta de realizações, paixões, verdadeiras ambições e amizades fisicamente presentes a vida não está fácil (nada).
Sim que são mais os momentos em que a vontade de desaparecer daqui deste planeta se sobrepõem aos momentos bons, mas nada me impede.

Nada me impede de ter pelo menos dois minutos diários em que acredito e tenho esperança no amanhã. No amanhã a todos os níveis. Imploro a esse ser superior (de quem por vezes questiono a presença), imploro ao sol, à lua, ao vento, ao universo que traga um amanhã. Que o traga e que com o nascer do sol e o repousar da lua algo de novo nasça também. Que nasça um dia melhor. Um dia verdadeiramente melhor.

(foto da net)

Porque não se cresce onde se nasce, e porque não quero aliás, porque mereço deixar de ver o nascer do sol sozinha

terça-feira, 25 de maio de 2010

Toda a mulher que é mulher...


Viu o sexo e a cidade... Toda a mulher que é mulher sonhou passear pelas ruas de NY com uns louboutin no pezinho (ou uns Manolo Blahnik vá) e uma Louis vuitton na mãozinha! Verdade? Toda a gente queria sair à noite em Manhattan, num básico da Chanel e bebericar um Cosmo!

Toda a gente já teve um Mr. Big na sua vida... Nem toda a gente teve um Mr. Big que virasse little sweet, mas muita gente queria ter... Eu não sou excepção!! Ás terças feiras à noite era certo eu e a minha (ex) melhor amiga viamos Sex and the City na sic e dizíamos : "Opah, pois é"... "E já viste não sei quê"... "Vês eles são todos assim"... "Vamos emigrar para NY"...

Mas...

A minha série de eleição nunca foi esta... A melhor série que vi até hoje e na qual era addicted chama-se : "Will & Grace". O que eu gostava de ver aquilo! Era uma coisa sagrada! Vi na FOX e voltei a ver na Sic Mulher cada episódio. Dava para rir, para chorar e para nos identificarmos com uma das atrizes que mais gosto e que acho linda a Debra Messing. A cumplicidade da Debra e do Eric McCormack, era uma cena do outro mundo e o que gargalhava com a Megan Mullally e com Sean Hayes é inexplicavel. Ainda hoje vejo os bloopers no you tube e morro a rir! A proximidade entre os actores era extra mas extraordinária. Depois porque ter um amigo como o Will é extraordinário, eu já tive um! Não era gay e infelizemente por circuntâncias da vida não somos tão próximos, apesar de nos adorarmos profundamente. Eramos super cumplices, bastava um olhar e lançavamos uma gargalhada, ou olhávamos em frente, porque já tinhamos percebido tudo, bastava mesmo só um olhar.
Pois é... Confesso que não sou uma rapariga Sex and the City... sou uma rapariga Will and Grace... E em comum temos sempre NY =)

sábado, 15 de maio de 2010

Uma profissão


Andava eu no 6º ano e o nosso professor de história plus director de turma perguntou a cada um dos pimpolhitos o que queriam ser quando fossem grandes...
Aqui a pessoa era um anjo (de dentes tortes e cabelo esquisito, muito esquisito... continua até), queria ser pediatra e salvar as crianças doentes dos paises pobrezinhos (e continuei a querer até saber que tinha que ver, tocar, cheirar mortos (= a ter aulas de anatomia) e foi-se-me embora a vontade de salvar o mundo), associada a essa profissão, ambicionava também ser professora de história de inglês e de música (canto como um rouxinol (com amigdalite e outros problemas severos nas cordas))... Hum? O que vos parece isto? Criança prodígio hã? Não, uma criança igual ás outras, igual a vocês de certeza... Quem queria ser astronauta? Cantora? Bailarina? E medica? E professora) E a Claudia Shiffer? Mas td ao mesmo tempo? Muita gente...

Mas continuando... Toda a gente respondeu, até que chegou a vez de um miúdo, visivelmente proveniente de uma família com baixos rendimentos e do bairro mais pobre da cidade que hoje até já é pai de filhos...daqueles miúdos que já sabiam as asneiras todas, já tinham namoradas, levavam gafanhotos (muito medo) e lagartos para as aulas enfim, já tinham a escola toda e ainda só era o 6º ano, mas não era má pessoa cotadino...


O.M.G.!!!!!! Agora vocês estão aí sentados a achar que ele disse algo que vos vai fazer ficar de lágrima ao canto do olho e a pensar no menino de classe baixa e familia humilde, mas com um coração do tamanho do mundo, com palavras mágicas que revelam os seus sonhos, que saem pela sua boquita de dentes cariados, qual herói dos tempos modernos... Bem, não sei se é esse o efeito esperado...


Continuando....A criança então lá se dignou a responder e da sua boca foram estas as sábias palavras que sairam:

- OH stôr! Quero é ser traficante de rebuçados de mentol... hehehe


Profundo hã?! Eu tentei avisar...


Este post para dizer que são 2 da manhã e ME working, ME sleepy, ME very tired e gostava tanto mas tanto que a minha profissão fosse: TRAFICANTE de REBUÇADOS de MENTOL, diz que só precisam do 7º ano, entra-se ás 9, sai-se ás 5 e ganha-se bem...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu tenho um problema qualquer!


Eu não sou cientifica! Não sou! Isto de escrever dissertações e teses de mestrado, é bonito sim senhor, ninguém diz que não! Conhecer profundamente um assunto, até à ultima vírgula é assim revigorante e supostamente faz-nos sentir cultas e tudo! Mas não !

Pasmem-se... mas isto de estar todo o dia a olhar para o meu portatil pindérico e a tentar perceber artigos em todas as linguas do globo terrestre não me agrada... Nem consigo imaginar um trabalho assim, credo!

Sim, eu sei que tem que ser e que tenho que acabar isto, eu sei! Mas não estou inspirada! Não estou! Gosto da prática, de meter a mão na massa de andar de um lado para o outro muito atarefada, agora escrever teses de mestrado? Não me convidem, ok?

Neste momento enfardar (não chocolate, porque me fazem falta os hidratos de carbono presentes na farinha e em todas as gorduras vegetais e animais incluídas na massa) bolachas de chocolate em quantidades industriais parece-me um desafio bastante mais interessante!
Não sei, devo ter esperança que o meu rabo fique de tal forma grande, que me seja impossivel sentar seja em que cadeira for para escrever esta maldita coisa!

Se me perguntarem sobre a actividade diária das moscas por aqui pelo escritório conto-vos tudo, porque estive a observar esses bicharocos o dia todo! Também vos sei dizer que os passaritos estao a fazer um ninho no algerós da minha adorada (not) vizinha o que me deixa substancialmente feliz, porque lhe vão f**** aquela m**** toda... Enfim...


Agora digam-me: "Ai és tão mázinha! Parva da miuda, és uma preguiçosa é o que tu és, escreve essa coisa, não pode ser assim tão difícil! Raios partam esta gente!" (como se alguem lê-se isto lol)

E não é assim tão dificil ... Já mencionei que sou carangueijo, que é um signo que acarreta a preguiça na carapaça? Já?

Pronto! Eu vou-me esforçar (mais ainda), ok?


Com a esperança que esta postagem traga a catarse necessária, para o bem deste trabalhinho científico, da minha orientadora e sobretudo para o bem do meu rabo.


BOM FIM DE SEMANA!!!!!

(a quem vai ter fim de semana, not me, no :( )

terça-feira, 27 de abril de 2010

Diario de Paris # 2

Diário de viagem, Março de 2008
Manhã do dia 2, alínea a) (quando me ponho a escrever, haja paciência): a caminho de Notre Dame

trajecto (2 km)


Acordar em Paris… Sou uma pessoa que quando acorda ao som de um estridente despertador fica resmungona e com um mau humor terrível, capaz de fulminar qualquer objecto ou pessoa com um simples olhar, digamos que em Paris foi ligeiramente diferente…
O mau humor não existia, no rosto um sorriso, esqueci-me completamente de que eram 7h da manhã em Paris e ao som do despertador estridente, levantei-me num ápice e fui logo espreitar à janela, e ver pela primeira vez Paris à luz do dia. Como é óbvio e mais uma vez, não me desiludi absolutamente nada, e percebi o porquê de ser chamada a cidade Luz. O dia não estava muito bom, mas estava muito bom para Paris. Pela frente tínhamos um longo dia por isso tínhamos que nos despachar. Para o pequeno-almoço une baguete com manteiga ou com um muito parisiense doce de morango.



Pelas 9h saímos de casa e aí, lutámos para encontrar uma caixa multibanco, parece que os Parisienses não gostam de caixas multibanco, pois existem muito poucas, como dizia a R. é por isso que eles são muito ricos, não levantam dinheiro talvez seja mesmo por isso! Encontrámos uma caixa multibanco na Rue du Bac, voltámos ao apartamento, pagámos a renda e por fim começámos o nosso percurso.

Seguimos pela Rue de la Bellechasse, passámos em frente ao Musée d´Orsay, até chegarmos à margem do Sena, por onde caminhámos, passando pelas numerosas e belas pontes de Paris, e por muitos edifícios dignos de ser referidos.

Museu de Orsay


Cursámos pela Quai Anatole France, passámos pela Pont Royale, pela Quai Voltaire chegámos à Pont du Carrossel, de onde avistámos pela primeira vez o grandioso edifício do Louvre, continuámos pela Quai Malaquais, e já na Quai de Conti, alinhado com a Pont des Arts observámos um bonito edifício com uma cúpula negra como a maioria dos edifícios, o Institut de France, seguimos pela Quai de Conti, passámos pela famosa e extremamente bela Pont Neuf. Depois desta ponte, a mais bonita até ao momento, seguimos pela Quai des Grands Augustins e parámos para observar a Fontaine Saint Michelle, na praça com o mesmo nome e esperámos até que a água começasse a cair. Na praça, tirámos fotografias ás simples e encantadoras placas vermelhas que indicam o “Metro” ou as vintage placas verdes que anunciam o “Metropolitan”.


Pont neuf


Fontaine Saint Michelle



Um pouco depois deparámo-nos com um pequeno incidente, um pombo apaixonou-se perdidamente pela K. e resolveu deixar-lhe uma pequena lembrança, nada que uns lenços de papel e umas toalhitas não resolvessem, afinal estávamos nas margens do Sena, na cidade mais bonita que qualquer uma de nós tinha alguma vez visto, não era um pombo que nos ia estragar o momento, certo?

Quando se perguntarem: What have I got? - A lista está neste blog



What have I got?
Why am I alive anyway?
Yeah, what have I got?
Nobody can take away

I got my hair, I got my head

I got my brains, I got my ears

I got my eyes, I got my nose

I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin

I got my neck, I got my boobs

I got my heart, I got my soul

I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands

I got my fingers, Got my legs

I got my feet, I got my toes

I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom

I've got the life
Nina Simone