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sábado, 24 de julho de 2010

Can my dog eat ice cream?

Now he can!

É escolher o sabor da preferência morango, nata e menta. "São estes os três primeiros sabores de gelado para cães lançados por duas veterinárias brasileiras. "
Claro está que o geladinho humanóide não serve, nada de andar a entupir o cão/gato lá de casa com o geladinho à hora do jantar! Sim, eu sei que ele pede e adora, mas tem muitos contras. Tem muita gordura, açucar e a lactose, a mistura perfeita para a diarreia e vómito profuso! Por isso, a menos que estejam na disposição de pôr os tapetes todos lá de casa na máquina de lavar neste fim-de-semana solarengo e de gastar uns Euritos no médico veterinário da preferência, nada de dar geladinhos ao pessoal de 4 patas aí de casa. Mais que uma lambidela já é... perigoso.

Lá no Brasil os canídeos andam eufóricos com a notícia, quando chegar aqui ao cantinho da Península Ibérica nada de dar em exagero ao meninos, que é para eles não explodirem!! Vamos dar-lhes como ... recompensa!

;)

Cheira-me que esta irá ser a invenção preferida de sempre do Kikas, que faz olhinhos ao gelado, sempre que ele sai do congelador... Ele e eu...



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Namorados e Iogurtes

"Namorados. São uma coisa porreira. Dão-nos rosas, escrevem-nos poemas, compram-nos cartões com ursos ramelosos e “fofinhos” da colecção Forever Friends, olham para nós com aquela expressão que têm os cães da União Zoófila e enchem-nos os dias de amor e romance. Os mais dotados e dedicados trazem o pequeno almoço à cama, cantam-nos Caetano Veloso ao ouvido – ou, no mais apurado estilo poético, declamam David Mourão-Ferreira num tom que só nós ouvimos – levam-nos às Caraíbas, oferecem-nos livros maravilhosos e discos inesquecíveis. Os mais tradicionais gostam de nos levar a jantar fora aos restaurantes da moda, os artísticos preferem levar-nos ao teatro, ou a Porto Brandão numa romântica viagem de cacilheiro ao fim de semana com as gaivotas por companhia e meia dúzia de gatos pingados avulso no mundo. Namorados. São uma coisa porreira. Fazem-nos sentir a nós mulheres bonitas, únicas, amadas e desejadas. Chamam-nos Queridas, Pequeninas, Princesas e outras delícias para o ouvido e o coração, enchem- se de paciência para ouvir os nossos desabafos e alinham com os nossos amigos. Alguns até têm um dom especial para lidar com a nossa família, mas isso é uma singularidade rara, não podemos contar com ela no comum mortal. Namorados. São uma coisa porreira. Até ao dia. O dia em que acordam e ficam com dúvidas, acendem a luz de alarme do complicómetro e começam a pensar no-que-é-que-isto-vai-dar, ou então ligam o radar que é outra peça que vem sempre acoplada ao macho e descobrem que o mundo está cheio a abarrotar de Princesas, Pequeninas e outros seres maravilhosos com longas pestanas, calças de ganga justas e cabelos compridos. E que muitas delas, coitadinhas, estão tão sozinhas, mesmo a precisar de companhia. Como dizia o outro – desculpem andar-me a repetir com citações, parece que já usei esta, mas para mim é mais ou menos como o puré de batata nos menús dos colégios, dá para tudo – o homem caça e luta, a mulher intriga e sonha. E caça mesmo. Perdizes, galinholas, Cláudias, Kátias ou Luisas, tanto faz. No couto ou no Lux, é indiferente. Ao meio dia num campo descoberto ou às cinco da manhã na pista da Kapital, não é relevante. O que o Homem gosta é do acto predador: se é um safari no Quénia ou uma saída na noite de Lisboa, tanto faz. Há que apanhar uma presa e dar-lhe cabo do canastro. O que é preciso é um tipo manter-se vivo, dizia-me outro dia um caçador nato. Como se a vida dependesse disso. Namorados. São uma coisa porreira, se nunca nos esquecermos que são como os iogurtes: saborosos, docinhos, deliciosos, mas com prazo de validade. Mas há que olhar para o lado bom da coisa e fazer como diziam os romanos carpe diem, que é como quem diz, aproveitar o dia e esperar pelo dia seguinte sem esperar nada. Com um bocadinho de sorte, pode ser que ele ainda lá esteja, ou telefone, ou não lhe tenha apetecido ir às galinholas. Ou às Cláudias."
Margarida Rebelo Pinto

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Era a brincar, era a brincar Jessica Augusto

Esta é a namorada do guardião da baliza de Portugal e ex-guarda redes do Sporting de Braga. Namoram vai para mil anos...
E tendo em conta a constituição muscular da senhora, a autora do blog prefere pôr os pontos nos i, porque os meus ossinhos fazem-me falta.
Jessica Augusto é também uma grande atleta (dizem, eu nunca a vi mais gorda...).
Já imaginaram a ginástica lá em casa? Uff...

sábado, 10 de julho de 2010

Mas o que é isto?

(foto da net: Joseph Lawrence)
Mas o que é isto? Este senhor é um Deus, fosse ele mais alto e era perfeito, perfeito! Bem...
Sim, estive a ver este filme "My fake fiancé" ... Apetecia assim uma história levezinha, levezinha mesmo a combinar com sábado à tarde...
Um bocadinho levezinha demais, vá (argumento 0), mas romântica e romélica como se quer! Ai o que eu gosto de finais felizes que se antecipam desde o minuto 1 e milagres à filme.
Na vida real também se queriam assim uns finais felizes destes, com protagonistas assim com fronhas destas... ui o jeito que dava !
Mas como diz a S. do blog confession of a fashion girl (e que cito sem pedir licença) homem muito bonito "sabe que é muito bonito e tem como objectivo aproveitar estes anos de beleza antes de assentar", isto é muito verdade... E nunca assenta com... bem com... alguém sem uma fronha fantástica (mas decente), sem um corpo fantástico (mas decente), com uma personalidade (ponto).
(esperiência própria; post tremendamente relacionado com o anterior)

"You can't hurry love...No, you just have to wait...She said love don't come easy"

sábado, 3 de julho de 2010

Marry me?

(foto da net)
Um dia queria casar-me. Queria. Já ninguém quer casar tipo nuvem de tule (vá.... não levem tudo à letra) com bouquet, na igreja, com maquilhagem borrada da noiva, da mãe da noiva (no meu caso de toda a família da noiva e amigas), da mãe do noivo, e com lágrimas envergonhadas (que o macho é uma espécie que não chora) do noivo. Já ninguém quer um casamento sem tema nenhum, com arranjos de mesa feitos com hortenses em tom malva e velas cintilantes. Quem quer um casamento ao som de " The way you look tonight", de "I've Got You Under My Skin" e "Save the last dance for me" e outras (todas) na voz do Michael Bubblé?
Estamos todos muito ocupados para o amor, diz que sim... que não temos tempo! Somos independentes, não queremos cá ninguém a chatear-nos a molécula, a meter-se nas nossas ricas vidinhas! Era o que faltava! Precisamos lá de alguém que nos chateie porque chegámos mais tarde, que nos queira levar à bola, que não entende o dinheiro que "investimos" em malas, que não percebe porque perdemos tempo a pintar as unhas dos pés ou que diga amo-te porque o sente. Porque haveríamos de precisar de alguém que esteja sinceramente disposto a dizer que sim, que vamos envelhecer juntos e ver o pôr do sol no alpendre, que vamos discutir porque o café está quente e porque o chá está frio? Não! Chegam-nos as relações casuais, com não sei muito bem quem, nem sei muito bem porquê.
A explicação? Os valores não são os mesmos, respeitar os sentimentos do outro é cada vez menos uma prioridade e, inevitavelmente, já fomos muitas vezes magoados. Já nos encantámos vezes de mais pelo princípe sem titulo nem cavalo branco, já subimos o último degrau até ao cimo do castelo quando depois uma rajada de complicações, mentiras e outras que tais nos atirou de lá abaixo. Talvez porque mesmo que não saibamos essa queda ainda dói, mesmo que não sintamos, mesmo que não nos lembremos dela com frequência, acabamos por nunca a esquecer. Assim, é mais fácil que não haja compromissos, que não haja ligação, que não haja sentir. É mais fácil que não haja.
Comigo esta história não funciona.
Eu sou muito antiga, se não sinto, se não é para sempre: não quero, não me chega (é por estas e outras que a minha vida sentimental é um assombro... de tédio), não me completa, não me aquece nem me arrefece. Até pode durar 6 meses, mas tenho que achar, tenho que sentir que é para sempre, tenho que me atirar de cabeça e esperar ser amparada, ser segura. Tenho que ser amada e receber em troca tudo o que dou. Se é fácil? Não!!! Claro que não! Não é fácil. Não é fácil porque é difícil encontrar alguém com "tempo" e coração puro, sem medo de dizer (e isto parece tão simples) a verdade. Não é fácil, porque a dor da queda está lá, não há analgésico que a adormeça de raíz, não é forte e excruciante como costumava ser, ás vezes nem me lembro dela, mas tenho-a presente, faz parte de mim. Quem "me levar" leva consigo a embalagem inteira, os medos, as inseguranças, os sonhos, os sorrisos, as lembranças felizes, os desejos por cumprir e leva a queda, ou tudo o que resta dela, daquela em especial. Só pode ser se for assim.

Quem ama e é amado possui o mais precioso e valioso de todos os tesouros. Quem ouve um amo-te sincero da pessoa que ama tem o mundo na palma da mão.
P.S. Ah! Não que seja realmente relevante, mas... Ia escrever este post só para dizer que não suporto fotos de noivos na estação de caminhos de ferro, lamento se ofendo susceptibilidades, mas aquela cena da noiva com a mala antiga e do noivo a ver as horas no relógio da estação ao pé do Alfa Pendular (mala antiga - alfa pendular; mala antiga - alfa pendular; mala antiga - alfa pendular... HUM????) dá-me náuseas.
Pronto, agora que disse isto amanhã vou conhecer o homem da minha vida e o senhor terá uma panca por comboios (que chato ;)) e pronto mais uma vez pago-as todas !!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Week END

Sim que nem tudo me corre bem.
Sim que nem por isso estou feliz.
Sim que entre brigas e discussões, entre sapos engolidos, entre falta de realizações, paixões, verdadeiras ambições e amizades fisicamente presentes a vida não está fácil (nada).
Sim que são mais os momentos em que a vontade de desaparecer daqui deste planeta se sobrepõem aos momentos bons, mas nada me impede.

Nada me impede de ter pelo menos dois minutos diários em que acredito e tenho esperança no amanhã. No amanhã a todos os níveis. Imploro a esse ser superior (de quem por vezes questiono a presença), imploro ao sol, à lua, ao vento, ao universo que traga um amanhã. Que o traga e que com o nascer do sol e o repousar da lua algo de novo nasça também. Que nasça um dia melhor. Um dia verdadeiramente melhor.

(foto da net)

Porque não se cresce onde se nasce, e porque não quero aliás, porque mereço deixar de ver o nascer do sol sozinha

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sem direito a título decente


A passear pelos vossos espaços que tanto aprecio =), notei um certo clima de tensão por tudo o que era lado... Sim, o clima de tensão, desespero, desgosto e depressão começou aqui com a je... pois, que a vida hoje está igual à de ontem .... Bem sei que se a de amanhã estiver igual a hoje, quem sou eu para me queixar... Mas queixo-me! Queixo-me porque me incomoda não estar feliz, como queria estar, de não ter motivos para estar aos gritos de felicidade non stop... e é por isso que me queixo.

Depois pesquisei, será do clima? É que ficou frio por cá! O aquecedor e eu chegamos mesmo a fazer as pazes e reencontrámo-nos após meses de separação, a boa da Quechua, que todo o Tuga congelado possui também voltou ás boas comigo, e temos estado inseparáveis o dia todo...

Mas e o clima? É o clima ou não é o clima?

Segundo estudos (lol- ainda bem que não tenho uma tese para fazer e que tenho tempo para falar/pesquisar: O TEMPO), cough cough , segundo os estudos:

"Um dos motivos que faz com que todos se sintam mais felizes diante das altas temperaturas é a influência solar. Pesquisas indicam que a exposição à luz do sol estimula a produção de serotonina, dopamina e melatonina. Estas três substâncias são responsáveis por trazerem bom humor, energia e regulação do ciclo do sono.
Além das reacções químicas positivas que a presença do sol acarreta para o organismo, também existem benefícios psicológicos. No entanto, em dias em que o tempo está fechado e as temperaturas estão mais baixas, essas reacções costumam ocorrer de forma contrária. Para os especilaistas, neste período aumenta a reflexão, o desapego e a depressão."

Soluções:

"O indicado é aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal e integral e evitar os de origem animal, refinados, açúcares, sintéticos e industrializados.
Praticar actividades físicas, no intuito de aumentar a produção de endorfinas, também é uma boa maneira de manter o bom humor em qualquer estação. O melhor a fazer é encontrar os seus talentos e dons e se divertir com eles e suas colheitas. Tudo isto para chegar ao ponto ideal, para sentir-se uma pessoa significante e em paz consigo em todas as estações do ano."

Quer dizer... Está ali a pessoa coitadinha a reflectir e deprimida... solução... uma malga de arroz integral e 1 hora na passadeira... Not really, no... (bolachas de chocolate amiguinhos, comando, mantas e sofá!!!)

Vou só ali descobrir os meus talentos e dons e já volto. Vocês? Vão libertar endorfinas pessoal!


Nota: A imagem adicionada tem carácter informativo e comprovativo da teoria apresentada de que a chuva e o frio são bastante deprimentes para toda a população de solteiros do país.
humpf


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Because everybody is heartbroken at least once in their lifetime

"Sorri e sonhei… sonhei alto tão alto quando olhaste para mim… quando olhaste realmente para mim e me fizeste sentir a mais importante das pessoas, não mais aquela menina que passava sem querer ser notada. Fizeste-me sentir uma princesa. Logo tu, aquele que eu achava ser um príncipe, o único príncipe daquele reino.

Lutei por ti, sim lutei não tenho vergonha de o dizer. Fomos felizes. Pelo menos eu fui, ingenuamente feliz, mas não para sempre, pois as histórias de príncipes e princesas não existem na realidade ou talvez existam, mas não foi o que aconteceu no nosso caso, pois aquilo que eu pensava vir a ser uma historia de amor não foi mais do que absolutamente nada. A princesa existia, mas o príncipe não. O príncipe não era mais do que um poço de mentiras, meias verdades e ilusões, um exímio actor, que me fez sonhar, sonhar, sonhar tão alto, do alto da minha ingenuidade. Se te amei? Não sei… Se me apaixonei por ti? Muito…

Já passou tanto tempo, tempo demais, tanto tempo que nem dá para acreditar, pois parece que foi agora, mesmo agora… Depois de tantas lágrimas e tantas desilusões, tantas que nem sei como sobrevivi a elas e depois de teres arrancado um pedaço do meu coração e me teres deixado a sangrar percebo e entendo que apesar de teres muitos defeitos, de seres sim um mentiroso e um fingidor, e apesar de ter sido muito mais fácil dizer a verdade, de uma coisa não tens culpa, não tens culpa de não teres sentido por mim o que eu senti por ti.
Só queria perceber porquê, mas não me respondes a esta pergunta, nunca me respondeste, e chegou a hora a tão esperada hora de já não querer mais uma resposta para esta pergunta. Chegou a hora de já não te querer porque te adoro, de já não te querer porque és a minha obsessão, de já não te querer porque quero a fria vingança.

Chegou a hora de te dizer que te desculpo e te perdoo. Chegou a hora até de te dizer muito obrigada. Muito obrigada por me teres feito descer do alto da minha ingenuidade e me teres feito perceber que o mundo não é só dos sinceros, o mundo também está cheio dos que acham que os sentimentos dos outros não merecem ser respeitados.
Agradeço-te por isso e talvez um dia te diga do fundo do coração que quero que sejas feliz.

Finalmente livre de ti, porque também mereço. "


ME, 2007